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Especialistas debatem doenças do trato urinário

Primeira pesquisa sobre o tema no Brasil mostra que 70% dos homens com mais de 40 anos têm algum tipo de sintoma do trato urinário inferior (LUTS) e apenas um em cada quatro buscam tratamento

Com um formato inovador e interativo, o LUTS Fórum reuniu urologistas e interessados em debater os caminhos para o diagnóstico e os tratamentos para as doenças do trato urinário inferior. O evento, realizado no dia 10 de agosto, no Hotel Hilton, em São Paulo, pela empresa multinacional farmacêutica Astellas Farma Brasil, trouxe novos dados sobre essas doenças ainda bem pouco tratadas, que impactam na qualidade de vida de 70% da população masculina acima dos 40 anos no Brasil. LUTS é uma sigla em inglês para os sintomas do trato urinário inferior (STUI), que compreendem diversas queixas que podem afetar o armazenamento e esvaziamento da bexiga. Entre os sintomas, alguns exemplos são a urgência para urinar, o jato fraco, a necessidade de fazer força para urinar e a perda de urina.

LUTS Forum SP

Com quatro convidados, o evento teve um formato no qual as distintas apresentações eram feitas simultaneamente, no mesmo ambiente, e os participantes “sintonizavam” a ordem na qual gostariam de participar. Com o rodízio dos palestrantes entre os palcos, todos puderam acompanhar as palestras e ainda interagir com respostas a questionários em tempo real, fazer perguntas e debater sobre os casos apresentados – tudo sem interferir nos trabalhos simultâneos de cada palco.

Dentre os temas abordados no evento, vale destacar aqueles extraídos do estudo Brasil LUTS – primeira pesquisa realizada sobre a temática no país e desenvolvida por quatro especialistas. “Com essa pesquisa observamos que a população masculina busca pouco tratamento apesar de ter uma incidência grande de doenças do trato urinário inferior. Mais do que isso, o impacto disso na qualidade de vida desses pacientes é enorme, as taxas de incidência de depressão e ansiedade aumentam muito nessas pessoas”, diz Cristiano Gomes, um dos desenvolvedores do estudo, palestrante e doutor em urologia, que atua como médico do Hospital das Clínicas, em São Paulo”.

O estudo mostra que aproximadamente 50% das pessoas entrevistadas (entre homens e mulheres) relatam que seus sintomas urinários geram incômodo significativo. A qualidade de vida, nesse caso, é afetada por distintos fatores, como físicos (limitações ou interrupções de atividades físicas), psicológicos (baixa autoestima, depressão, medo do odor da urina), sociais (redução da interação social, necessidade de planejar viagens e limitação no deslocamento distante de banheiros), domésticos (roupas íntimas especializadas, precauções com roupas), sexuais (fuga do contato sexual e intimidade) e ocupacionais (absenteísmo e redução de produtividade).

Entre os principais problemas relatados na pesquisa, estão a bexiga hiperativa, a incontinência urinária e os sintomas urinários associados à hiperplasia benigna da próstata. A bexiga hiperativa resulta da contração involuntária do músculo da bexiga, durante a fase do seu enchimento com urina. ‘Os principais sintomas são o aumento da frequência de micção; a necessidade súbita de ir ao banheiro, atingindo 25% dos homens e das mulheres, conforme dados da pesquisa; e a incontinência urinária, caracterizada pela perda de urina involuntariamente, podendo ser um sintoma de bexiga hiperativa ou ocorrer com esforço (tossir, espirrar, exercícios físicos). Os índices de incontinência urinária chegam a 15 e 45%, respectivamente.”

A hiperplasia benigna da próstata (HBP) é uma condição masculina caracterizada pelo aumento do tamanho da próstata com características benignas, portanto, sem qualquer relação com o câncer no órgão. O aumento da próstata, que envolve a porção inicial da uretra, faz com que ocorra uma compressão desse canal, o que pode atrapalhar a saída da urina. Em alguns casos, pode causar obstrução do esvaziamento da bexiga, levando à retenção de urina, infecções do trato urinário e em alguns casos podendo levar à piora da função renal. Os sintomas podem incluir diminuição da força do jato urinário e a necessidade de fazer força para urinar, urinar frequentemente, entre outros. A pesquisa demonstrou que mais de 20% dos homens possuem sintomas moderados a graves de HPB.

A perda na qualidade de vida apresentada pelo estudo soma-se a outros dados mostrados pelo urologista Caio Cesar Cintra, do Hospital São Camilo, que mostrou que o envelhecimento da população vai gerar um aumento de pacientes com sintomas de LUTS nos próximos anos. “Além desse aumento, o formato usado hoje na medicina deve mudar drasticamente nos próximos anos para garantir que voltemos a atender o paciente como um todo, deixando o modelo de ‘fee for service’ e passando a atuar no valor entregue ao paciente, que vai poder avaliar o atendimento que teve assim que terminar a consulta. Isso impacta financeira e tecnicamente na maneira com que vamos tratar essa população”, revela o médico.

Para o urologista e doutor em cirurgia pela Unicamp, Ricardo Reges, um dos fatores que levam à interrupção do tratamento é justamente a ineficácia. “Dentro dos consultórios devemos às vezes mudar o foco que sempre está na próstata e passar a olhar a bexiga desses pacientes que têm sintomas que trazem prejuízo para vários domínios da qualidade de vida. Ele abandona o tratamento porque não apresenta melhora”, comenta.

De fato, o Brasil LUTS mostra que o que leva o homem ao consultório é o incomodo causado pelos sintomas, mas ao mesmo tempo, apenas 25% deles buscam ajuda. Entretanto, quando tratados no foco correto da doença e não submetidos a exames que não revelam os verdadeiros problemas de saúde, 75% deles se sentem satisfeitos com os resultados.

“Há um funil que costuma focar na próstata, mas não podemos esquecer que a origem dos sintomas não aparece só nesse órgão, pode estar na bexiga e na uretra”, diz Fernando Meyer, chefe do serviço de urologia e transplante renal do Hospital Universitário Cajuru, da PUC do Paraná. “Por isso é importante seguirmos os mais recentes guidelines de LUTS e não ignorarmos nenhum fator durante o tratamento desses pacientes”, completa.


Sobre Astellas Farma Brasil

Astellas Farma Brasil, uma afiliada da Astellas Pharma Inc, localizada em Tóquio, no Japão, é uma empresa farmacêutica dedicada à melhoria da saúde das pessoas em todo o mundo através da provisão de produtos farmacêuticos inovadores e confiáveis. A Astellas Farma Brasil se concentra em Urologia, Oncologia, Imunologia e Doenças Infecciosas como principais áreas terapêuticas. A Astellas está na linha de frente da mudança na saúde para transformar ciência inovadora em valor para os pacientes. Para mais informações sobre Astellas Farma Brasil, visite: www.astellasfarma.com.br.



 
Autor : Assessoria
Fonte : Guia Saúde RO










 

 

 

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